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Roleta de sim ou não

Faça a pergunta, toque na roda e leia o que o ponteiro apontar. Sim e Não dividem a roda ao meio, e o campo abaixo aceita as opções que a sua pergunta pedir. O acaso vem do gerador criptográfico do seu navegador.

Toque para girar

Uma opção por linha. Acrescente Talvez se a pergunta admitir; repetir Sim dá a ele duas chances.

Rodadas desta sessão

Rodada 1 ainda não girou
Rodada 2 ainda não girou
Rodada 3 ainda não girou

O link leva a lista, não o resultado — quem abrir gira a própria roda.

Giro feito dentro do seu navegador, com crypto.getRandomValues. Nada é enviado, gravado ou guardado.

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De onde vem o acaso desta roda

Uma roda de duas fatias parece o caso em que a origem do acaso não importa, e é justamente por isso que quase toda roleta de sim ou não da internet resolve o problema com Math.random(). O detalhe que essa escolha esconde é que ele é pseudoaleatório: existe um estado interno, e quem conhece esse estado sabe a sequência inteira de antemão. A especificação da linguagem nem promete o contrário.

Aqui o giro sai de crypto.getRandomValues(), que pede o número ao gerador do sistema operacional — o mesmo de onde vêm chaves criptográficas, e que é alimentado pelo ruído físico da máquina. Nenhuma parte disso depende do relógio, da sua sessão ou de quantas vezes você já girou.

Com duas fatias o atalho funcionaria; com três, não

O gerador entrega um número inteiro entre 0 e 4.294.967.295 (são 232 valores). Para virar uma fatia da roda, o caminho óbvio é tirar o resto da divisão, e ele quase sempre está errado: quando o número de fatias não divide 232, sobra uma cauda incompleta e as primeiras opções passam a sair um tiquinho mais que as últimas. É o viés de módulo.

Na roda padrão ele não existe, porque 232 é divisível por 2. Ele aparece no segundo em que alguém acrescenta Talvez: três não divide 232, sobra exatamente um valor, e a primeira fatia ficaria com uma chance a mais em cada quatro bilhões. É invisível a olho nu e é justamente o tipo de defeito que ninguém confere. O motor deste site descarta a cauda em vez de dobrá-la, então a roda é uniforme com duas, três ou quarenta fatias — é o mesmo motor do Sorteador de números e do Cara ou coroa, e a garantia não pode depender de o autor de cada página ter percebido que o caso dele era o fácil.

A resposta é sorteada antes de a roda girar

A ordem é o contrário da que se imagina: o resultado sai primeiro, e a animação é calculada para parar nele. Girar com velocidade aleatória, deixar a fricção frear e ler onde o ponteiro parou seria o caminho intuitivo, e ele é ruim por dois motivos independentes. O primeiro é que a uniformidade morreria no último passo — a resposta passaria a ter a distribuição da curva de desaceleração sobre um ângulo em ponto flutuante, que ninguém consegue provar uniforme, e todo o cuidado do parágrafo anterior iria embora ali.

O segundo é que o resultado ficaria refém do relógio de quadros. Trocar de aba, perder um quadro ou ter animação reduzida ligada no sistema mudariam a resposta. Do jeito que é, essas três coisas mudam só quanto tempo a roda gira — e é por isso que o texto abaixo da roda sempre diz a mesma coisa que o ponteiro aponta.

Nada sai do seu navegador, e nada fica

O giro não faz uma única requisição de rede. O gerador é do navegador, a conta é do navegador, e as rodadas desta sessão ficam na memória da aba — sem cookie, sem armazenamento local e sem servidor. O preço disso, dito com todas as letras, é que recarregar a página apaga o histórico: a mesma propriedade que protege a sua pergunta é a que joga fora o registro dela. Vale para o Gerador de senha forte e para os outros geradores do site pelo mesmo motivo.

O botão de copiar o link segue a mesma regra: as suas opções vão depois do # do endereço, e o que vem depois do # nunca é enviado ao servidor nem entra em log de acesso. Quem abrir encontra a roda montada com as mesmas opções e gira a própria — o link leva a lista, não o resultado.

Sim, Não, Talvez — e como dar peso a uma resposta

A roda nasce com duas fatias iguais porque é o desenho honesto de uma pergunta fechada: metade para cada resposta, sem inclinação de fábrica. O campo abaixo dela é o controle principal desta página, e mexer nele redesenha a roda no ato.

  • Acrescentar Talvez faz três fatias de um terço. Serve quando a pergunta admite adiar — e vale para qualquer outra resposta que caiba: "Hoje não", "Só depois de dormir", "Faça metade". A roda não tem opinião sobre quais palavras você escreve.
  • Repetir uma opção é a mecânica de peso. Sim em duas linhas e Não em uma dão dois terços de chance ao sim. É uma funcionalidade e não um bug — é como se registra que as duas respostas não valem a mesma coisa para você.
  • Quebra de linha manda; a vírgula só decide quando não há quebra. "Sim, Não, Talvez" numa linha são três opções; numa lista de várias linhas, a vírgula é só pontuação e a linha inteira vira uma opção só.
  • Linha vazia some, espaço nas bordas some. Colar de qualquer lugar funciona, e a roda recusa girar com menos de duas opções em vez de fingir que sorteou.

Duas coisas ficam do lado de fora desta página, de propósito. Se as opções virarem uma lista de gente, a página irmã é o Sorteador de nomes, que devolve os ganhadores em texto e aceita mais de um por rodada. Se virarem centenas de bilhetes de rifa, o caminho é numerar e usar o Sorteador de números: acima de umas duas dezenas de fatias a roda deixa de comunicar o que está fazendo, e uma roda que não se lê não é melhor que uma lista.

Quando sortear uma pergunta fechada é legítimo

Sortear é uma forma antiga e defensável de decidir, e ela tem um domínio de uso estreito: vale quando as duas respostas são aceitáveis e o custo de continuar decidindo é maior que a diferença entre elas. Indecisão também cobra — em tempo, em atenção e em desgaste com quem espera a resposta. Quando essa conta passa da diferença entre um sim e um não, a roda não está resolvendo o problema; está encerrando o impasse, que é outra coisa e às vezes é a coisa que falta.

  • Escreva a pergunta antes de girar. Parece bobagem e é a única regra que importa: uma pergunta formulada depois do resultado é uma pergunta ajustada ao resultado, e aí o giro não serviu para nada.
  • Não sorteie o que tem resposta melhor. Se uma das opções é claramente pior, a roda está sendo usada para terceirizar a responsabilidade da escolha — e a responsabilidade continua sua depois que ela para.
  • Não sorteie o que afeta direito de outra pessoa. Quem fica com a escala do feriado, quem entra na vaga, como se divide o que é de dois: nesses casos o que decide é a regra combinada, o acordo ou a norma aplicável, e um sorteio pode simplesmente não ser o critério válido.
  • Isto é um sorteio, não uma consultoria. Pergunta de saúde, de contrato ou de dinheiro tem quem responda, e não é uma roda: procure profissional da área. A página sorteia entre opções que você já considera aceitáveis — ela não avalia se elas são.

O uso mais útil da roda é não obedecer a ela

Existe um segundo modo de usar esta página, e ele é melhor que o primeiro: girar sem nenhuma intenção de cumprir o resultado, só para ver o que você sente enquanto a roda gira. Nos três ou quatro segundos em que ela desacelera quase sempre aparece uma torcida — e a torcida é o dado, não o resultado.

Repare no que acontece depois que ela para. Se veio alívio, a resposta que saiu já era a sua. Se veio um aperto, ou a vontade imediata de girar de novo, a resposta era a outra e o que faltava era admitir. Girar duas ou três vezes até dar o que você queria não é trapaça nem falta de disciplina: é o experimento terminando, e ele terminou no primeiro giro que você recusou.

Isso muda o que significa o desconforto de obedecer. Ele não é sinal de que sortear foi um erro; é informação que só aparece quando existe um resultado concreto para reagir. A indecisão vive de manter as duas respostas abstratas ao mesmo tempo, e a roda faz uma delas virar coisa por alguns segundos. Vista assim, ela não decide nada — ela revela uma decisão que já estava tomada e não tinha como se anunciar.

É por isso que uma pergunta fechada pede uma página e um empate pede outra. O Cara ou coroa resolve escolhas em que as duas opções são intercambiáveis e ninguém tem preferência escondida — quem começa jogando, quem escolhe o filme. Aqui a pergunta tem lado, e é justamente por ter lado que o giro informa. As outras contas do dia a dia estão nas calculadoras de utilidades.

Perguntas frequentes

Como funciona a roleta de sim ou não?

Escreva mentalmente a pergunta, toque na roda e espere ela parar: o ponteiro no topo mostra a resposta, e ela aparece também em texto logo abaixo, com a hora do giro. A roda começa dividida ao meio, metade Sim e metade Não, então não é preciso configurar nada para usar. Se quiser mudar as opções, o campo abaixo da roda aceita uma por linha e a roda se redesenha no ato — é ele que transforma a mesma página numa roda de "Sim, Não e Talvez" ou de qualquer outro conjunto de respostas fechadas.

Dá para acrescentar Talvez na roda do sim ou não?

Dá, e é o uso mais comum depois do padrão: escreva Talvez numa linha nova do campo e a roda passa a ter três fatias iguais, de um terço cada. Vale para qualquer outra resposta que a sua pergunta admita — "Hoje não", "Só depois de dormir", "Faça metade". A única regra é que cada opção fique na sua linha; se você colar tudo numa linha só, separe por vírgula, que a página entende os dois formatos.

A roleta de sim ou não é mesmo aleatória?

É, e por duas decisões que dá para conferir. A primeira é a origem do número: cada giro pede um valor a crypto.getRandomValues, o gerador do sistema operacional, que não tem semente nem contador — nem quem escreveu esta página consegue prever ou repetir o que vai sair. A segunda é como esse valor vira uma fatia: em vez de tirar o resto da divisão, o motor descarta a sobra que criaria viés. Numa roda de duas fatias o atalho até funcionaria; assim que alguém acrescenta Talvez são três, e aí ele já sai torto.

Posso dar mais chance ao sim do que ao não?

Pode, e a mecânica é repetir a opção no campo: escrever Sim em duas linhas e Não em uma dá dois terços de chance ao sim, porque a roda passa a ter três fatias e duas delas dizem a mesma coisa. Isso é uma funcionalidade e não um defeito — é assim que se registra que as duas respostas não são equivalentes para você. Vale um aviso honesto, porém: inclinar a roda antes de girar costuma ser sinal de que você já decidiu, e nesse caso o que falta não é sortear, é assumir.

Posso usar a roda do sim ou não para decidir algo sério?

O critério é este: sortear serve quando as duas respostas são aceitáveis e o custo de continuar decidindo é maior que a diferença entre elas. Não serve quando uma delas é claramente pior — aí a roda só está sendo usada para terceirizar a responsabilidade da escolha — nem quando a decisão afeta direito de outra pessoa, porque o que vale ali é a regra combinada, o acordo ou a norma, e não o acaso. E esta página é um sorteio, não uma consultoria: pergunta de saúde, de contrato ou de dinheiro não se responde girando uma roda.

O resultado fica salvo em algum lugar?

Não. Tudo acontece dentro da aba: nada é enviado, gravado em servidor ou salvo no seu aparelho. As rodadas da sessão existem só na memória da página aberta, e recarregar apaga todas. Por isso os dois botões de copiar existem — um leva a sessão inteira em texto, com a hora e a lista de cada rodada, e o outro leva um link com as suas opções depois do # do endereço, que é a parte da URL que nunca chega ao servidor. O link carrega a roda montada, nunca o resultado.