Sorteador de bingo
Toque em Cantar pedra e a próxima sai do saco — nunca uma que já saiu. O painel mostra tudo que foi cantado e quantas faltam, e o sorteio inteiro acontece no seu aparelho.
Últimas 5 pedras
A sequência copiada traz a cartela, cada pedra na ordem em que saiu e a hora de cada uma — é o que responde a "essa pedra saiu mesmo?".
Painel das pedras — faltam 90 no saco
Como melhorar esta calculadora?
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De onde vem o acaso desta pedra
Quase todo sorteador de bingo da internet chama Math.random(). Ele é
rápido e resolve bem a pergunta "quem começa jogando" — mas é pseudoaleatório:
parte de um estado interno e produz uma sequência que, conhecido esse estado, é
inteiramente previsível. A especificação da linguagem nem exige que ele seja
imprevisível.
Esta página usa crypto.getRandomValues(), que vem do gerador do próprio
sistema operacional — o mesmo que produz chaves criptográficas, alimentado pelo ruído
físico que a máquina coleta. Num bingo de sala de aula a diferença não aparece. Num
bingo em que a cartela custou dinheiro e a última pedra decide o prêmio, ela é a
diferença entre um sorteio que se sustenta quando alguém pergunta e um que
depende de todo mundo acreditar no organizador.
O viés que aparece justamente numa cartela de 90
O gerador entrega um número inteiro entre 0 e 4.294.967.295 (são 232 valores). Para virar "uma das 90 pedras", o caminho óbvio é tirar o resto da divisão, e o caminho óbvio está errado: 232 não é múltiplo de 90, sobra uma cauda incompleta, e as primeiras pedras passam a sair um tiquinho mais que as últimas. É o viés de módulo, minúsculo e invisível a olho nu — e ele existe em toda cartela cujo tamanho não seja 2, 4, 8, 16…, o que inclui as duas desta página.
A correção é rejeitar a sobra: descartar os valores da cauda que não completa um ciclo inteiro e pedir outro ao gerador. O que resta é um bloco exatamente divisível, e aí cada pedra do saco tem rigorosamente a mesma chance. É o mesmo motor do Sorteador de números, do Sorteador de nomes e do Cara ou coroa — a garantia não pode depender de o autor de cada página ter percebido que o caso dele era o difícil.
Sem reposição é sortear no que sobrou, não sortear de novo
A pedra cantada não volta ao saco, e a página cumpre isso do jeito direto: cada toque sorteia entre as pedras que ainda estão lá. O caminho errado, comum e tentador é sortear em 1 a 90 e repetir enquanto sair repetida — com o saco quase vazio isso pode tentar dezenas de vezes por pedra, e é o tipo de laço que trava a aba se a condição de parada estiver um passo torta. Uma partida de exemplo, gerada com semente fixa para o teste conferir, sai assim: 66 · 10 · 18 · 53 · 3 · 54 — seis pedras, seis números distintos, e é essa propriedade que o teste automatizado verifica cantando as 90 até o saco esvaziar.
A cartela de 90 e a de 75: qual é a sua
São dois jogos diferentes com o mesmo nome, e a página serve os dois porque a escolha muda tudo: quantas pedras existem, como a pedra é cantada e como a cartela do jogador é impressa.
- 90 pedras — o bingo brasileiro. Pedras de 1 a 90, sem letra nenhuma; canta-se o número e pronto. A cartela do jogador tem três linhas de nove colunas, com cinco números por linha. É o que se joga em quermesse, festa junina, bingo beneficente de igreja, confraternização de fim de ano e sala de aula. É o padrão desta página, e por isso ela abre com as 90 casas no painel.
- 75 pedras — o americano. Pedras de 1 a 75, cada uma com a letra da coluna a que pertence: B de 1 a 15, I de 16 a 30, N de 31 a 45, G de 46 a 60 e O de 61 a 75. Canta-se "G-52", nunca só "52". A cartela é um quadrado de cinco por cinco com o centro normalmente livre, e é o formato dos jogos importados e de boa parte do material de aula de inglês.
A letra não é enfeite: ela é o que permite ao jogador olhar uma coluna só. Por isso, na cartela de 75, o painel também mostra a letra em cada casa — quem canta lê G52 no painel e diz "gê, cinquenta e dois" sem ter de calcular a faixa de cabeça. Se o que você precisa é sortear num intervalo que não é nenhum desses dois, a página certa é o Sorteador de números, que aceita qualquer faixa.
Como conduzir o bingo sem discussão
Bingo de salão dá problema por três motivos, e nenhum deles é o sorteio: alguém não ouviu a pedra, alguém desconfia que uma pedra saiu duas vezes, e alguém canta bingo com uma pedra que não foi cantada. Os quatro hábitos abaixo resolvem os três.
- Cante devagar e repita duas vezes. Uma pedra a cada oito ou dez segundos é o ritmo que uma sala com crianças e gente de idade acompanha. Na cartela de 75, diga a letra e o número, e depois só o número: "gê, cinquenta e dois — cinquenta e dois". Ninguém volta atrás numa pedra mal ouvida; a próxima já cobriu a voz.
- Deixe o painel visível. Se houver projetor ou TV, é a tela a mostrar — não a pedra grande sozinha, mas o painel inteiro, com as casas riscadas. Ele responde sozinho a "essa pedra saiu?" e a "quantas faltam?", que são as duas perguntas que interrompem a partida. Sem projetor, deixe o aparelho na mesa, virado para quem estiver por perto, e leia o painel em voz alta a cada dez pedras.
- Confira o cartão vencedor contra o painel, não contra a memória. Quando alguém bater, pare o jogo, pegue a cartela e confira número por número no painel — casa riscada é pedra cantada. É uma conferência de vinte segundos que encerra a discussão antes de ela começar.
- Copie a sequência no fim, e cole onde todo mundo vê. O botão leva a partida inteira: a cartela, cada pedra na ordem e a hora de cada uma. Colado no grupo da festa logo depois do jogo, ele vale mais que qualquer print — porque mostra a ordem completa, e é a ordem que sustenta a conferência de um cartão contestado.
Uma coisa a combinar antes, e que não é sobre software: o que acontece se dois cartões baterem na mesma pedra. Dividir o prêmio, sortear entre os dois ou premiar quem cantou primeiro são todas soluções aceitáveis, e nenhuma delas convence se for decidida depois. Anuncie a regra junto com o prêmio, no começo.
E o aviso que vale repetir porque é a consequência direta de nada ser guardado: recarregar a página perde a partida. A memória é da aba. Deixe o aparelho na tomada, evite mexer no navegador durante o jogo e copie a sequência de vez em quando, não só no fim. As outras contas do dia a dia estão nas calculadoras de utilidades, e as ferramentas de sorteio irmãs desta, nos geradores.
Perguntas frequentes
Como funciona o sorteador de bingo?
Escolha a cartela — 90 pedras, que é a de quermesse e festa junina, ou 75, a americana com as letras B-I-N-G-O — e toque em Cantar pedra. Sai uma pedra por toque, grande no alto da tela, e ela é riscada no painel logo abaixo. O painel mostra de uma vez tudo que já saiu e quantas ainda estão no saco, que é o que a mesa precisa ter à vista o tempo todo. Sem cadastro, sem instalação e sem limite de partidas.
A mesma pedra pode sair duas vezes?
Não, e a garantia está na forma como a partida é feita, não na sorte. Cada toque sorteia entre as pedras que AINDA estão no saco: a cantada sai da lista de candidatas e só volta quando você reinicia. Não existe aqui o laço de "sorteia de novo até dar uma que ainda não saiu", que fica cada vez mais lento com o saco quase vazio. O teste automatizado canta as 75 e as 90 pedras até esvaziar o saco e confere que o conjunto cantado é exatamente 1 a 75 e 1 a 90.
Qual a diferença entre o bingo de 75 e o de 90 pedras?
O de 90 é o brasileiro: pedras de 1 a 90, sem letras, cartela de três linhas, e canta-se só o número. É o de quermesse, festa junina, confraternização e sala de aula, e por isso é o que esta página serve por padrão. O de 75 é o americano: pedras de 1 a 75, cada uma com a letra da coluna — B de 1 a 15, I de 16 a 30, N de 31 a 45, G de 46 a 60 e O de 61 a 75 —, e canta-se "G-52", não "52". A cartela é um quadrado de cinco por cinco, com o centro livre.
Se eu recarregar a página, perco a partida?
Perde, e é bom saber antes e não no meio do jogo. Nada é gravado: a partida vive na memória da aba, não vai a servidor nenhum, não entra em cookie e não fica no aparelho — é a promessa de privacidade das ferramentas de sorteio do site, e ela tem esse preço. Recarregar ou fechar a aba devolve todas as pedras ao saco. Duas precauções resolvem: aparelho na tomada com a tela travada em aberto, e Copiar sequência de vez em quando, não só no fim.
Dá para provar depois quais pedras saíram?
Dá, e é para isso que serve o botão Copiar sequência. Ele leva a partida inteira: a cartela usada, cada pedra na ordem em que foi cantada e a hora de cada uma, no relógio do seu aparelho. É o que responde à pergunta que sempre aparece quando alguém bate — "essa pedra saiu mesmo?" —, porque mostra a ordem completa e não só a última pedra. Cole o texto no grupo da festa assim que o jogo terminar: um comprovante que aparece dias depois vale bem menos que um colado na hora.
O sorteio é mesmo aleatório?
É, e no sentido forte da palavra. Cada pedra sai do gerador criptográfico do próprio navegador (crypto.getRandomValues), a mesma peça que cria chaves e senhas, alimentada pelo ruído físico que o sistema operacional coleta — sem semente, sem relógio e sem contador, ninguém consegue prever o resultado. E a conta que vira uma posição do saco descarta a sobra que criaria viés, em vez de tirar o resto da divisão, que é o atalho que faz as primeiras pedras saírem mais que as últimas.
Posso usar num bingo com prêmio?
A página é feita para bingo de festa, de sala de aula e de confraternização, e nesses casos é só usar. Quando entra prêmio distribuído ao público, o assunto deixa de ser o sorteio: promoção comercial e rifa são reguladas no Brasil e podem depender de autorização própria, com regulamento registrado antes do anúncio. O sorteio ser justo não torna a promoção regular — são duas perguntas, e a página só responde à primeira.
Sobre o sorteio: aleatoriedade do gerador criptográfico do seu navegador, sem tabela oficial nem norma envolvida na conta. Esta página é para bingo de festa, de sala de aula e de confraternização. Promoção comercial e rifa são atividades reguladas e podem depender de autorização própria — o sorteio ser justo não torna a promoção regular.