Conversor de números romanos
Escreva 1994 e saia MCMXCIV; escreva MCMXCIV e saia 1994. Cada resposta vem com a decomposição por ordem de grandeza — que é o que explica por que o 900 virou CM em vez de DCCCC.
De número para algarismo romano
Ordem por ordem
Por que a conta é feita ordem por ordem
O romano não tem casa decimal: cada letra vale o mesmo em qualquer posição. Mesmo assim a conversão fica muito mais simples quebrando o número em milhares, centenas, dezenas e unidades, porque cada ordem se resolve sozinha — 900 é sempre CM, esteja em 900, 1900 ou 3900. Escrever um número romano é converter quatro números pequenos e colar o resultado na ordem, do maior para o menor.
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De algarismo romano para número
Ordem por ordem
Tabela de números romanos
Os vinte primeiros resolvem a maior parte das consultas — capítulo, século, volume, mostrador de relógio. Todos os números desta tabela saíram do mesmo conversor acima.
| Nº | Romano | Nº | Romano |
|---|---|---|---|
| 1 | I | 11 | XI |
| 2 | II | 12 | XII |
| 3 | III | 13 | XIII |
| 4 | IV | 14 | XIV |
| 5 | V | 15 | XV |
| 6 | VI | 16 | XVI |
| 7 | VII | 17 | XVII |
| 8 | VIII | 18 | XVIII |
| 9 | IX | 19 | XIX |
| 10 | X | 20 | XX |
| Nº | Romano | Nº | Romano | Nº | Romano |
|---|---|---|---|---|---|
| 10 | X | 100 | C | 1000 | M |
| 20 | XX | 200 | CC | 2000 | MM |
| 30 | XXX | 300 | CCC | 3000 | MMM |
| 40 | XL | 400 | CD | — | — |
| 50 | L | 500 | D | — | — |
| 60 | LX | 600 | DC | — | — |
| 70 | LXX | 700 | DCC | — | — |
| 80 | LXXX | 800 | DCCC | — | — |
| 90 | XC | 900 | CM | — | — |
A coluna dos milhares para em 3000 porque o M não se repete mais de três vezes: daí o teto de 3999 (MMMCMXCIX) da notação padrão.
| 1970 | MCMLXX | 1980 | MCMLXXX | 1985 | MCMLXXXV | 1990 | MCMXC |
| 1995 | MCMXCV | 2000 | MM | 2005 | MMV | 2010 | MMX |
| 2015 | MMXV | 2020 | MMXX | 2025 | MMXXV | 2026 | MMXXVI |
Como o sistema funciona
São sete letras, e cada uma vale sempre o mesmo, esteja onde estiver: I = 1, V = 5, X = 10, L = 50, C = 100, D = 500 e M = 1000. Repare no vaivém: 1, 5, 10, 50, 100, 500, 1000 — a escala alterna entre dobrar e quintuplicar, o que dá um símbolo para cada potência de dez e um para a metade dela.
Regra aditiva: do maior para o menor, somando
Escritas em ordem decrescente, as letras se somam. VIII é 5 + 1 + 1 + 1 = 8;
LXXII é 50 + 10 + 10 + 1 + 1 = 72; MMXXVI é
1000 + 1000 + 10 + 10 + 5 + 1 = 2026. É a regra que vale na maior parte do tempo, e é
por isso que ler um número romano em voz alta, da esquerda para a direita, quase sempre
funciona.
Regra subtrativa: uma letra menor antes de uma maior
Quando uma letra menor aparece antes de uma maior, ela subtrai em vez de somar:
IV é 5 − 1 = 4 e CM é 1000 − 100 = 900. A regra existe para
encurtar a escrita — sem ela, 4 seria IIII e 900 seria DCCCC. É também o que faz o
sistema não ser posicional: XI e IX usam as mesmas duas letras
e valem 11 e 9. O que muda não é a casa, é o sinal.
Juntando as duas regras, converter vira montagem por ordem de grandeza. É o que o cartão
lá em cima mostra por escrito, e é a razão de esta página não devolver só
MCMXCIV: o número sozinho não deixa ninguém conferir se está certo.
O que é válido (e o que não é)
A forma padrão tem regra fechada. Não é estilo: dois textos que sigam as regras escrevem o mesmo número exatamente do mesmo jeito, e é por isso que a conversão de volta é sempre possível. São três regras.
- I, X, C e M repetem no máximo três vezes seguidas. III é 3; IIII não existe na forma padrão, porque 4 é IV.
- V, L e D nunca se repetem — e nunca subtraem. VV seria 10, que já tem letra própria (X); VX não existe, porque 5 antes de 10 não é uma subtração prevista.
- Só I, X e C subtraem, e cada um só dos dois algarismos imediatamente maiores. Os únicos seis pares subtrativos que existem são IV, IX, XL, XC, CD e CM.
| Escrito | Por que não vale | O certo |
|---|---|---|
| IIII | I repetido quatro vezes | IV |
| VV | V não se repete | X |
| VX | V nunca subtrai — está invertido | XV |
| IL | I só subtrai de V e X | XLIX |
| IC | I só subtrai de V e X | XCIX |
| XD | X só subtrai de L e C | CDXC |
| MMMM | M não repete quatro vezes | passa de 3999 |
O conversor acima recusa cada um deles dizendo qual regra foi quebrada, em vez de adivinhar o que a pessoa quis dizer.
O IIII dos relógios não é um erro — é outra convenção
A maior parte dos relógios de mostrador romano marca as quatro horas com
IIII, e não com IV. Não é engano do fabricante nem regra
antiga: é convenção de relojoaria. Com IIII, o mostrador fica simétrico — quatro letras
de cada lado do eixo, com o VIII à frente —, os três primeiros grupos usam só I, os
quatro seguintes só V e I, e o V do IV não aparece isolado perto do VI, o que confundia
à distância. O Big Ben é a exceção famosa e usa IV. Nesta calculadora, 4 é IV: ela
converte pela forma padrão, que é a que vale em texto, em prova e em lei.
Por que não existe zero em algarismos romanos
Porque o sistema é aditivo, e não posicional. No nosso sistema o zero não é
opcional: ele marca a casa vazia, e é só ele que separa 26 de 206 de 2006. No romano
não existem casas — cada letra carrega o próprio valor onde quer que esteja —, então
uma ordem de grandeza sem valor simplesmente não é escrita. 2026 é MMXXVI:
não há nada entre os milhares e as dezenas, e nada é exatamente o que se escreve.
Por isso o conversor recusa o zero com uma frase e não com um símbolo: não há forma romana para ele. Pela mesma razão não há negativo (o sistema soma valores e não tem sinal) nem fração — os romanos até tinham frações, mas em outro sistema, de base doze e com nomes próprios, que não se escreve com estas sete letras. O zero como número chega à Europa no século XIII, junto com os algarismos indo-arábicos que usamos hoje.
Datas e anos em romano
É a busca mais frequente do assunto, e quase sempre por um dos três motivos: uma tatuagem com o ano de nascimento ou de casamento, uma inscrição de placa ou lápide, e a lição de casa. O caminho é o mesmo dos cartões acima — quebrar o ano em milhares, centenas, dezenas e unidades e converter cada ordem.
- 1994 = 1000 + 900 + 90 + 4 =
MCMXCIV - 2003 = 2000 + 3 =
MMIII - 2026 = 2000 + 20 + 6 =
MMXXVI
Para uma data completa, o costume é 7.IX.1822: dia em arábico, mês em
romano, ano em arábico ou em romano. O mês vai em romano justamente para não se
confundir com o dia — é o que resolve a ambiguidade entre 07/09 e 09/07 sem depender de
o leitor saber se a data é brasileira ou americana. Antes de mandar gravar, confira a
forma no campo 2 desta página: ele recusa o que não é válido e mostra a decomposição,
então dá para ver por que aquela sequência de letras é o ano que você quer.
Onde mais os romanos aparecem hoje
Século (o XXI em que estamos), capítulo e artigo de lei, volume de coleção,
nome de rei e de papa, prefácio de livro, edição de evento e mostrador de relógio. O que
todos têm em comum é que o romano ali numera, não calcula: ninguém soma
algarismos romanos. Para as contas do dia a dia continuam valendo os arábicos — é o caso
da Calculadora de regra de três, da Calculadora de porcentagem e da
calculadora de horas.
Perguntas frequentes
Quais são os números romanos de 1 a 10?
I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX e X. Os cinco primeiros mostram as duas regras do sistema inteiro: até o III as letras se somam (I + I + I), no IV o I aparece antes do V e passa a subtrair (5 − 1) e o V é uma letra própria. De VI a VIII volta a soma (5 + 1, 5 + 1 + 1, 5 + 1 + 1 + 1) e o IX repete a subtração (10 − 1).
Como se escreve 1994 em números romanos?
MCMXCIV. A decomposição por ordem de grandeza explica cada pedaço: 1000 é M, 900 é CM (1000 − 100), 90 é XC (100 − 10) e 4 é IV (5 − 1). Repare que três das quatro ordens usam a notação subtrativa — é o que faz esse ano parecer difícil e é exatamente o que o cartão desta página abre.
Por que não existe zero em algarismos romanos?
Porque o sistema romano é aditivo, e não posicional. No nosso sistema o zero é indispensável para diferenciar 26 de 206: ele marca a casa vazia. No romano não há casas — cada letra carrega o próprio valor onde quer que esteja —, então uma ordem sem valor simplesmente não é escrita: 2026 é MMXXVI, sem nenhum símbolo entre os milhares e as dezenas. O zero como número só chega à Europa no século XIII, com os algarismos indo-arábicos.
Por que o relógio marca IIII em vez de IV?
Por convenção de relojoaria, não por regra do sistema. Na forma padrão 4 é IV, e é isso que esta calculadora escreve. Nos mostradores, o IIII equilibra visualmente o VIII do outro lado, evita a única aparição isolada de um V invertido perto do VI e permite fundir os algarismos em três grupos iguais de quatro letras. O Big Ben é a exceção famosa: ele usa IV.
Por que 49 não se escreve IL?
Porque só I, X e C subtraem, e cada um só dos dois algarismos imediatamente maiores: I de V e X, X de L e C, C de D e M. IL, IC e XD não existem. 49 se escreve XLIX — XL para 40 (50 − 10) e IX para 9 (10 − 1) —, ou seja, uma subtração por ordem de grandeza, nunca uma que pula duas escalas de uma vez.
Qual é o maior número romano?
MMMCMXCIX, que vale 3999. O limite vem de duas regras somadas: M é a maior letra do sistema e nenhuma letra se repete mais de três vezes seguidas, então MMM (3000) é o teto dos milhares. Para números maiores existiam notações com barra sobre a letra (multiplicando por mil), mas elas não fazem parte da forma padrão e nenhum conversor sério devolve MMMM.
Como escrever um ano em algarismos romanos?
Quebre o ano nas quatro ordens de grandeza e converta uma a uma: 2005 é 2000 + 5, ou MM + V, ou seja MMV. É o mesmo caminho que o cartão desta página mostra por escrito. Para data completa, o costume é separar dia, mês e ano com ponto ou barra — 7.IX.1822 —, com o mês em romano justamente para não confundir com o dia.
Sobre a conta: números romanos têm regra de formação, não fonte legal — não há tabela que vença nem norma a citar, e por isso esta página não cita nenhuma. Para contas com valor oficial por trás, veja as calculadoras trabalhistas →